Luciana Braga em Judy Garland. Imagem: Divulgação.

Homenagem a Judy Garland

Com texto e direção de Flavio Marinho e direção musical de Liliane Secco, a atriz Luciana Braga encarna a estrela de ouro de Hollywood Judy Garland em Judy – o arco-íris é aqui, numa referência explícita ao seu mais notável sucesso O Mágico de Oz e a música Over de Rainbow.

O musical comemora duas efemérides ao mesmo tempo: os 35 anos de carreira no teatro do autor e o centenário da lendária atriz, dançarina e cantora norte-americana Frances Ethel Gumm, mais conhecida por seu nome artístico de Judy Garland, que nasceu em 1922 e morreu em 1969.
Numa dramaturgia que poderia ser chamada de autoficção, a história de Judy se mistura à vida da própria atriz, jogando luz sobre as lutas que o artista enfrenta até hoje.

A vida da atriz foi trágica, marcada por sofrimento tanto no âmbito pessoal como profissional: ela praticamente não teve infância, pois sua mãe começou a empresariá-la desde cedo, colocando-a nos palcos aos dois anos e meio; aos 13, assinou contrato com a MGM e trabalhava 18 horas seguidas durante seis dias na semana, chegando inclusive a passar fome no set. Para aguentar o tranco, o estúdio lhe dava anfetaminas, hábito que se estendeu por toda sua vida, tornando-a dependente de drogas. Além disso, era constantemente assediada sexualmente, inclusive pelo próprio Louis B. Mayer. Casou cinco vezes com homens que tinham o dobro de sua idade (o cineasta Vincent Minelli foi um deles, pai de sua filha Liza) e foi obrigada a fazer dois abortos sob a justificativa de sua mãe que uma gravidez poderia prejudicar sua carreira.

Em 22 de junho de 1969, foi encontrada morta em seu apartamento em decorrência de uma overdose de barbitúricos e fármacos antidepressivos. Apesar de os historiadores do cinema dizerem que foi um acidente, ela já tinha tentado o suicídio em 1947.