Carol Machado, em “Ouvi dizer que a vida é boa” vive um personagem sem nome que cresce com desejos de conhecer primeiro um parque, depois o mar, num angustiante relato de uma vida à espera da felicidade.Ela conduz brilhantemente o espetáculo poético, O elenco se esmera num árduo trabalho de atores e músicos para conduzir a vida da personagem cumpre muito bem o seu papel, se comunicando muito bem com o público.
Apesar da angústia vivida pela personagem, o espetáculo é leve e chega a arrancar risadas da plateia em alguns momentos, num equilíbrio que consegue aliviar o clima melancólico, através do texto que aborda o tema de forma simples e bem humorada e da direção (ambos de João Batista,que também é autor das letras das músicas).
O trunfo maior do espetáculo é trazer ao público a oportunidade de refletir sobre a importância do olhar profundo sobre o cotidiano.
As canções da excelente trilha (de Marcelo Alonso Neves) tentam apaziguar a tristeza da personagem e são executadas pelos atores ao vivo.
Nosso crítico, Edvard Vasconcelos, faz uma análise completa e muito elogiosa sobre o espetáculo. Para ler a crítica na íntegra, clique aqui
Ouvi dizer que a vida é boa está no Teatro Ipanema, sábados, domingos e segundas, até 17 de fevereiro.
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