Alteridade – Peça que parte da voz de uma mulher estuprada e sua trajetória de restabelecimento para discutir sobre a ética que nos rege.

Por quê a mulher é estrupada? Quem ou o que permite que isso continue? Qual é o discurso que legitima que o estupro aconteça tanto e tão silenciosamente? A Cultura do Estupro é a lógica dominante, perpetuada por um imaginário e por ações das mais cotidianas. Quantas coisas uma mulher passa ao longo de um dia que são da mesma natureza do estupro, ainda que em menor grau?

Durante sete unidades dramáticas, denominadas círculos, a personagem narra a violência a que foi submetida, a tentativa de se restabelecer, a notícia da gravidez, a opção do aborto, a culpa, a ilegalidade de escolher, a dissociação entre lei e corpo e o rompimento com a velha mitologia patriarcal. A voz dessa mulher perpassa as diversas camadas da Sociedade do Estupro e vai, pelo arquétipo de Alteridade, encontrando aberturas para a reconstrução de si.

Ela tenta se restabelecer, encontrar um jeito de se sentir bem no mundo, um espaço seu. Ela vive a dor do trauma, colocando pra fora a violência que viveu, e nessa experiência, acaba rompendo com a velha lógica patriarcal na qual vivia. Um assunto essencial, em um país que tem cinquenta mil casos de estupro por ano.

Texto: Maria Giulia Pinheiro. Direção: Gabriel Miziara, Elenco: Carolina Fabri e Marina Vieira, Produção: Canto Produções

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16,17, 18, 23, 24 e 25 de abril – Sextas e sábados, às 20 horas; domingos, às 18 horas.

Ingressos gratuitos na plataforma Sympla, link: https://www.sympla.com.br/eventos?s=alteridade&tab=eventos

Classificação etária: 14 anos. Duração: 35 minutos.