Pode ser empoderamento feminino, pode ser apenas coincidência, mas o fato é que 2022 abrirá suas temporadas de teatro com o protagonismo das mulheres, tanto em estreias quanto na continuação de peças interrompidas pela pandemia.
Vera Fischer, por exemplo, terá seu retorno triunfal ao palco após alguns anos de retiro (voluntário ou não). Quando eu for mãe, quero amar desse jeito estreará no Sesc Copacabana. Com direção de Tadeu Aguiar (premiado por Bibi), o espetáculo ainda tem no elenco Larissa Maciel e Mouhamed Harfouch.
Suely Franco e Vanessa Gerbeli seguem na temporada de reinauguração do Teatro Copacabana Palace em Copacabana Palace, o musical.
Ana Beatriz Nogueira reestreia Um dia a menos no Teatro PetraGold, depois de cancelar sua volta no Teatro dos Quatro por um motivo extremamente coerente: sediou a noite de autógrafos de Sérgio Moro. O monólogo é uma adaptação de um dos últimos contos escritos por Clarice Lispector (1920-1977) e dirigido por Leonardo Netto.
Fabi Bang, Gottscha e Helga Nemetik estarão em Cinderella, o musical de Moeller e Botelho no Teatro Multiplan (Fashion Mall), livremente inspirado no clássico francês Cendrillon ou La Petite Pantoufle de Verre, de Charles Perrault, que fez muito sucesso na Broadway.
Letícia Soares, Flávia Santana e Lilian Waleska (entre as outras atrizes) reestreiam A cor púrpura, depois de temporada vitoriosa em São Paulo, no Teatro Riachuelo.
Juliana Martins atua no monólogo O prazer é todo nosso, também no PetraGold, com texto de Beto Brown e direção de Bel Kutner. Nesta encenação, Juliana pretende desmistificar tabus sobre o sexo e libertar qualquer amarra a respeito da libido da mulher.
Cláudia Mauro (em A vida passou por aqui) e Silvia Bandeira (em Charles Aznavour, um romance inventado) continuam suas temporadas no Teatro PetraGold.
Samara Felipo e Carolinie Figueiredo reestreiam Mulheres que nascem com os filhos no Teatro XP, com direção de Rita Elmôr. A peça fala da maternidade e aborda quatro fases: gravidez, pós-parto, educação dos filhos e o renascimento da mulher.
Tem um pouco de tudo para todos os gostos: reflexão sobre a solidão, sororidade, entretenimento, feminismo, sexo, desejo, empoderamento, polêmicas. Os gêneros também são diversificados: drama, comédia, musical, monólogo.
