“A esperança na caixa de chicletes Ping Pong”, inspirado na obra poético-musical de Zeca Baleiro, o texto de Clarice Niskier, com supervisão de Amir Haddad, faz uma declaração de amor à cultura popular brasileira. 

Reunindo 59 músicas de Zeca Baleiro (trechos e íntegras) a fragmentos de textos de Sérgio Buarque de Holanda, Ferreira Gullar, Eduardo Galeano, Hélio Pellegrino e Oswald de Andrade e temas livremente inspirados nos livros do historiador Yuval Harari (autor de “Sapiens: uma breve história da humanidade“), Clarice Niskier cria um roteiro teatral de suas memórias político-sociais. A peça expõe suas razões para abraçar o Brasil, ao invés de deixá-lo. 

Durante três anos de pesquisa, Clarice escreveu e reescreveu o texto, contando com o apoio e a colaboração do próprio Zeca, com quem se encontrava de três em três meses para ler uma nova versão do texto. 

A atriz inicia com uma reflexão e proposta sobre ética, inspirada no livro “Raízes do Brasil”, de Sergio Buarque de Holanda. Depois reflete sobre a importância das letras de música e das músicas brasileiras. Ao recordar a música “ParaTodos”, de Chico Buarque, que receita para cada dor humana, um músico brasileiro, Clarice, então, para curar-se da ressaca política, decide: Eu, vou de Zeca Baleiro”. E refaz, junto ao público, a trilha que percorreu para resgatar, “sem Rivotril”, a alegria de viver no Brasil. 

São 59 letras de músicas do compositor inseridas na peça, algumas na íntegra, outras, em versos escolhidos, formando um mosaico que revela os sentimentos da atriz pelo Brasil e a sua admiração pelo trabalho de Zeca Baleiro

O texto, interpretação e direção geral de “A esperança na caixa de chicletes Ping Pong” são de Clarice Niskier, a supervisão geral da direção é de Amir Haddad, a direção musical de Zeca Beleiro, a criação e confecção do Manto Vermelho são de Xarlô, a iluminação de Aurélio de Simoni, os figurinos de Kika Lopes, o cenário de Luís Martins, a preparação da voz falada de Rose Gonçalves, a preparação da voz cantada de Carlos Nascimento, a preparação corporal de Mary Kunha, os adereços de Xarlô, a confecção da Esperança de Fernando Santana, a confecção do boneco de Javier Pared, a adaptação do boneco de Toninho Lobo e Fernando Santana, a pesquisa das sonoridades de Simone Sou e Beth Albano, a pesquisa coreográfica de Marcus Azevedo, os estandartes são de Mestre Nico e Diogo Gonçalves de Resende, a confecção das gungas de Vinicius Luís Assunção Ribeiro, a direção de produção de José Maria Braga.
A temporada de estreia (6 de março a 26 de abril de 2020), no Teatro Petra Gold, foi suspensa em 13/3, devido à pandemia. .

19 de dezembro a 31 de janeiro, sextas, sábados e domingos, às 18 horas

Ingressos entre R$ 20,00 e R$ 40,00 no sympla https://bileto.sympla.com.br/event/67203/d/93074

Duração  85 minutos. Classificação etária indicativa Livre. Capacidade: 59 ( Plateia reduzida devido ao protocolo de segurança. )

Teatro Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ