Maravilhoso Escândalo

Maravilhoso Escândalo

Maravilhoso Escândalo, adaptação do romance Água Viva, de Clarice Lispector, direção de Gabriel Bulcão, com Giovanna de Toni e Dayanna Maia. Em Maravilhoso escândalo, uma solitária escritora e pintora se lança em infinitas reflexões sobre o tempo, a vida, os sonhos e visões, as flores, os estados da alma, a coragem e o medo – e, principalmente, a arte da criação, do saber usar as palavras num jogo de sons e silêncios que se combinam.

Tudo é revelado através do olhar dessa pintora-narradora, que, assombrada por sua figura mais íntima, representada por uma jovem menina, cai em estado de graça em plena madrugada.

Muitas reflexões surgem no processo de autoconhecimento da personagem durante um domingo em sua casa, aflorando, assim, uma mulher alçada pela maior e mais genuína potencialidade criadora, sem amarras sociais ou econômicas.

O romance Água viva, de Clarice Lispector, é um texto ficcional em forma de monólogo, que foi publicado pela primeira vez em 1973, poucos anos antes da morte da autora. Neste livro, Clarice leva a extremos a insurreição formal e a desestruturação da forma romanesca, criando um gênero híbrido, marcado pela fluidez, pela aparência inacabada e inconclusa, produto da liberdade. A obra pertence à terceira geração modernista e foi definido como “um denso e fluente poema em prosa”. Nele a vida é aclamada, amaldiçoada, reprimida e expandida. Clarice estabelece uma forte relação entre a pintura e a literatura. A personagem é uma pintora que escreve a alguém e fala constantemente de pintura, fazendo com que a respiração de um traço ou de uma pincelada estejam concretamente na obra, marcas físicas de um trabalho. A música vibra também por trás de seu texto.

A idealização de Maravilhoso Escândalo é de Gabriel Bulcão e Dayanna Maia; o texto de Clarice Lispector, a adaptação textual de Gabriel Bulcão e Lúcia Soares; a interpretação é de Giovanna de Toni e Dayanna Maia; a direção de Gabriel Bulcão; o cenário e o figurino são de Marcelo Marques, a iluminação é de Leysa Vidal; a trilha sonora de Gabriel Bulcão; a direção de movimento de Luciana Bicalho; a consultoria teórica de Lúcia Soares; a produção de Dayanna Maia, Gabriel Bulcão e Marcus Porfiro.

6 a 30 de março – TEMPORADA SUSPENSA EM 13/3 – Sextas às Segundas –  Sextas, Sábados e Segundas, às 20h30, Domingos, às 19h30. Ingressos R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia). Classificação etária indicativa 12 anos. Duração 70 minutos. Capacidade: 100 lugares

Teatro Gláucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde s/n (junto à Estação de Metrô Cardeal Arcoverde), Copacabana, Rio de Janeiro RJ