Leopoldina, Independência e Morte, com Sara Antunes

“Leopoldina, Independência e Morte” com Sara Antunes conta uma história diferente dos livros escolares. Nesta peça, você vai saber que não foi Dom Pedro I o responsável pela Independência do Brasil. E mais: não houve grito algum às margens do Ipiranga, nem momento simbólico na proclamação e muito menos o fato se deu no dia 7. Foi ela, Leopoldina, arquiduquesa da Áustria e primeira Imperatriz do Brasil, a principal articuladora do processo de independência. Em 2 de setembro de 1822, ela declarou o país livre de Portugal. Só isso já vale o ingresso. .

Leopoldina, interpretada por Sara Antunes, é a narradora. Ela chega ao país estranhando as diferenças marcantes entre a Áustria e o Brasil e, principalmente, entre a Corte dos Habsburg e a família do marido, o príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança. Num segundo momento do espetáculo, ela conversa com José Bonifácio, que já tinha saído do governo, a Independência já tinha acontecido e o Império já estava estabelecido. Infelizmente, os momentos mais importantes da saga da protagonista não são narrados com o detalhamento de fatos que mereciam.

Na terceira cena, Leopoldina está em seu leito de morte. Tendo delírios que misturam o passado com o futuro, ela relaciona sua vida, sua época e os projetos em disputa no momento, ao mesmo tempo em que lamenta o incêndio de sua antiga casa, que foi transformada no Museu Nacional.

Importantes informações sobre a História do Brasil e da América são projetadas entre as cenas, completando a narração da personagem e dando ao espetáculo um cunho informativo bastante importante.

“Leopoldina, Independência e Morte”, com Sara Antunes, está no CCBB até 23 de fevereiro. Numa segunda temporada, estará, de 7 a 29 de março, no Teatro Petra Gold.

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