“Leopoldina, Independência e Morte” tem texto e direção de Marcos Damigo, atuação de Sara Antunes, como Leopoldina, e Plínio Soares, como José Bonifácio, e Ana Eliza Colomar ao cello e flauta transversal..
A peça retrata a imperatriz Leopoldina, ainda desconhecida por parte dos brasileiros, culta e preparada, que foi além do papel que lhe cabia em seu tempo histórico. Primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil, teve importância decisiva no processo de independência – foi ela que reuniu os ministros, em 02 de setembro de 1822, e decidiu pela separação de Portugal, ratificada por D. Pedro I no famoso e oficial 07 de setembro.
Esposa, mãe e também estadista: estes foram os papéis vividos por Leopoldina, casada com Dom Pedro I, numa época em que o lugar da mulher era restrito a funções privadas. Mas sua importância decisiva no processo de independência do país é desconhecida pela maioria dos brasileiros.
A peça recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que virou imperatriz do Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826:
- recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil;
- como imperatriz, tendo em José Bonifácio, seu principal aliado; os dois analisando o complexo processo de independência após um acerto de contas;
- num delírio que consumiu seus últimos dias, ela relaciona sua vida, sua época e os projetos em disputa naquele momento com os dias de hoje.
Descendente da família Habsburgo, a mais poderosa do início do século XIX, Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, capital da Áustria, em 22 de janeiro de 1797. Era filha do imperador Francisco I da Áustria e de Maria Teresa da Sicília. Foi a primeira imperatriz brasileira e ficou conhecida popularmente como D. Maria Leopoldina. Deixou sua terra natal rumo ao Brasil para casar-se com Dom Pedro I, em um matrimônio arranjado típico daquela época.
Leopoldina chegou ao Brasil com 19 anos, morreu aos 29 e engravidou nove vezes. Articuladora e estrategista, foi responsável por ações cruciais para a política da época, mas seu grande feito como estadista não foi reconhecido até os dias atuais: enquanto regente interina durante viagem de Dom Pedro a São Paulo, ela reúne os ministros e decide pela independência do Brasil no dia 02 de setembro de 1822. Na peça, ela clama pela autoria do momento histórico e questiona a escolha do dia 07 de setembro para sua celebração.
Gostava de teatro e literatura e falava vários idiomas, além de ser botânica e mineralogista. Conforme a paixão de Dom Pedro por Domitila de Castro se tornava pública e a Marquesa de Santos ficava cada vez mais poderosa, Leopoldina e o projeto político que representava foram perdendo força. Morreu após um aborto, deixando cinco filhos, entre eles o sucessor do trono, Dom Pedro II.
Marcos Damigo é responsável pelo texto, direção e idealização de “Leopoldina, independência e morte”. O cenário é de Renato Bolelli Rebouças, o figurino de Cássio Brasil, a trilha sonora de Ana Eliza Colomar e Nivaldo Godoy Junior, a iluminação de Aline Santini, a consultoria histórica de Paulo Rezzuti. A coordenador de produção no Rio é de Luiz Schiavinato Valente, a direção de produção de Fernanda Moura.
“Leopoldina, independência e morte” cumpriu temporadas no CCBB de São Paulo em 2018 e 2019, em Belo Horizonte em 2019, e no Rio de Janeiro, em janeiro e fevereiro de 2020.
7 a 29 de março – TEMPORADA SUSPENSA – sábados e domingos, às 17 horas. Ingressos R$ 60,00 (inteira e R$ 30,00 (meia). Ingresso on line sympla.com.br Duração 80 minutos. Classificação etária 12 anos.
Teatro Petra Gold – Rua Conde de Bernadotte, 26, Leblon. Rio de Janeiro – RJ. tel. (21) 2529-7700
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Comentários
Uma resposta para “Leopoldina, independência e morte”
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